Você ainda pode importar um Lexus LFA 0km para o Brasil! Ou quase isso...

Ainda existem LFA's zero km!

Tá com uma graninha sobrando e quer ter um carro único nas terras bananeiras?
Seus problemas acabaram! Ou quase…
O pessoal do Autoblog, em recente pesquisa de agosto desse ano sobre os carros vendidos lá na terra do Tio Sam, se depararam com uma suposta falha na Matrix: haviam vendido e registrado um Lexus LFA 0km.

Tendo como base que o LFA é um super carro com apenas 500 unidades produzidas e que começou a ser vendido em 2012, é de se espantar que ainda tenha algum zero km ou não-registrado em pleno 2017. Então, a galera ligou para a matriz da Toyota no Japão e teve uma surpresa ainda maior: Não apenas um novo foi vendido naquele mês, como ainda existem 12 (Doze) Lexus LFA com pelinhos nos pneus pelas concessionárias dos EUA! Fascinating!
Mas o que pode ter acontecido? Bem, alguns possíveis motivos como guardá-los como investimento (vender mais caro no futuro) ou somente para ficarem no showroom das concessionárias para apresentações e eventos.

Como descobriram?

Essa notícia se espalhou pelo mundo em agosto, e de lá pra cá, o pessoal do Jalopnik resolver rastrear onde estão esses carros “perdidos”. Pediram ajuda a seus leitores e eis que receberam centenas de emails e comentários, inclusive um cara que enviou um documento de uma das concessionárias com o estoque de LFA’s zero km. Nele continham o nome das lojas, a unidade federativa em que se encontram, as cores e versões dos 12 LFA. Quer saber quais? Se liga abaixo:

  • Balise Lexus, Massachussets: Laranja, Nürburgring Edition
  • Hilton Head Lexus, Carolina do Sul: Branco
  • Dolan Lexus, Nevada: Preto
  • Lexus de Arlington, Illinois: Amarelo
  • Rohrich Lexus, Pennsylvania: Branco
  • Lexus de Pembroke Pines, Florida (são quatro!): 03 brancos, 01 preto
  • Lexus de Richmond, Virginia: Prata
  • Lexus de Woodland Hills, California: Preto
  • McGrath Lexus, Ilinois: Laranja

Praticamente todos eles foram comprados pelos donos das concessionárias, têm entre 20 e 1500 milhas no hodômetro e foram pouco dirigidos, seja por seus donos em eventos ou pelos mecânicos em testes de revisões e etc, mas não são emplacados.

Acha que acabou nesses 12?

Rumores indicavam que haviam ainda mais LFA’s sem registro, parados em concessionárias e não listados pela fábrica. Foi aí que eles (do Jalopnik) ligaram para várias concessionárias do país em busca dos tesouros perdidos. Em uma delas, em São Francisco, um cara bem educado os informou que eles tinham sim um LFA amarelo guardado e não estava à venda, a não ser que um alto figurão resolvesse procurá-los. Em outra, falaram ter um prata e que já foi oferecido nada menos que US$ 850.000,00 e não deu negócio… É, amigos, não é para meros mortais com somente grana no bolso.

No final das contas, acabamos por saber que existem “tesouros escondidos” por aí, pois se acontece com o LFA, pode ser que aconteça com vários outros supercarros já lançados. É tipo um “barn find” de carros novos e bem cuidados. E apesar de a maioria (ou todos eles) não estarem disponívei para venda (ou que você não se encaixe no perfil comprador), continuaremos sonhando em ver (ou em ter) um LFA cantando sua sinfonia na nossa própria garagem.


Tarcísio Medeiros



O Rolls-Royce Phantom e a história de seus 92 anos de luxo

Uma coisa é fato: não há concorrente tão grande historicamente no segmento de luxo quanto a Rolls-Royce. Cadillac, Maybach, muitos estabeleceram grandes concorrências, porém em determinadas épocas. Somente uma marca esteve lá no topo desde sempre, e sempre vai estar: a Rolls-Royce!!!

E dentro dessa gigante do mundo dos automóveis de luxo, ninguém está representando a mais tempo que o Phantom. Em sua oitava geração, vamos conhecer um pouquinho de todas:

1) Phantom I (1925-1931)

No meio dos anos 20, a Rolls estava querendo um substituto para o Silver Ghost. Surgiu a ideia do Phantom, seguindo a linha dos nomes fantasmagóricos, para ser seu novo representante no segmento de ultra luxo. Foi o segundo modelo com motor 40/50hp da Rolls, um antigo método usado para medir a potência dos motores. Era um 6 cilindros “suficiente” para mover essa enorme barca e o cidadão rico que estivesse dentro. Era fabricado nas fábricas de Derby, na Inglaterra, e Springfield, Massachusetts, nos Estados Unidos, com algumas diferenças entre os modelos americano e inglês. A fábrica americana foi fechada após encerrar as produções do Phantom I, em 1931. Porém, a fábrica de Derby já estava produzindo desde 1929 o:

2) Phantom II (1929-1936)

Com um incremento no motor 7.7l 6 cilindros do primeiro Phantom, uma transmissão nova de 4 marchas, e um chassi completamente novo, surgiu sua segunda geração. Trouxe uma grande novidade, que foi a versão “Continental”. Tal versão vinha com um chassi menor e um motor mais forte, visando uma veia mais esportiva para o modelo. O modelo apareceu em alguns filmes de Hollywood, como um filme do Indiana Jones da época.

3) Phantom III (1936-1939)

O Phantom III foi um marco. Foi o último modelo pré-guerra e também o último modelo desenvolvido por Henry Royce, falecido em 1933. Foi completamente inovador, trazendo um motor V12 de 7.3l que levava essa barca aos incríveis, para a época, 140km/h que um simples 3 cilindros 1.0 alcança hoje (rsrsrs). A produção automotiva parou para a guerra, pois a Rolls produziu motores para aviões britânicos, o que também foi o surgimento da Rolls-Royce plc (assunto para outro post).

4) Phantom IV (1950-1959)

Eis o modelo mais exclusivo de todos. Começou aqui os dizeres que “Rolls é o carro da rainha”! Somente foram fabricadas 18 unidades durante os 6 anos, os quais 17 foram vendidos para famílias reais mundo afora. A primeira e mais especial unidade produzida foi o carro feito para a rainha Elizabeth II, que usa o veículo até hoje em algumas situações muito especiais, como os últimos casamentos reais de Kate Middleton e Meghan Markle. Ele contém um V8 que é ao mesmo tempo forte e capaz de andar longas distâncias em baixas velocidades, o que é e sempre foi deveras importante para desfiles reais. Atualmente, 16 dos 18 são preservados em museus e coleções públicas/privadas.

5) Phantom V (1959-1968)

Visual dos primeiros modelos, com dois faróis redondos.
Facelift com faróis quádruplos, que pertenceu à John Lennon.

Também com um motor V8, carburação dupla SU e uma transmissão automática de 4 marchas, foi lançado o Phantom V. Continuou sendo adquirido por famílias reais mundo afora, inclusive a inglesa. Sofreu um facelift em 1963, saindo com essas lanternas de 4 lâmpadas, que ainda seriam muito vistas futuramente. John Lennon era dono de um, que saiu de fábrica preto mas foi pintado de maneira única, e a cara do músico.

6) Phantom VI (1968-1991)

Foi o último modelo produzido independentemente pela Rolls-Royce, comprado de 1973 pela Vickers, futuramente pela VW e atualmente pertencente à BMW. Trazia, como sempre, inovações incríveis de interior que deixavam qualquer pessoa fascinada por sentar em seus bancos. Ainda com o motor de 8 cilindros e transmissão automática, foi produzido até o início dos anos 90, tendo ainda um visual extremamente clássico para os carros que já existiam na época.

7) Phantom VII (2003-2016)

A primeira geração do Phantom VII, que foi produzida entre 2003 e 2012.
Já o Phantom VII Series II foi fabricado de 2012 a 2017, com algumas atualizações tecnológicas e visuais em relação ao anterior.

O Phantom VII é uma joia entre os carros de luxo e sintetiza tudo o que a companhia britânica representa. Lançado em um momento em que a Rolls-Royce já estava sob o comando da BMW, o modelo foi considerado pelo público e pela mídia da época como "o melhor carro do mundo". O trabalho foi comandado por Ian Cameron, e quando revelado, em 2003, mostrou uma interpretação moderna de um clássico. O uso de alumínio para suas formas permitiu economia de peso, enquanto o motor V12 aspirado garantiu força com baixo ruído (que é marca registrada dos modelos da montadora atualmente). Pela primeira vez desde que os veículos eram esculpidos por artesãos, os futuros donos contavam com um programa de personalização total e que tornava o carro quase uma tela em branco repleta de detalhes e cuidado a ser personalizada.

7) Phantom VIII (2017-Presente)

Impulsionado por um motor 6.7 V12 com 563 cv a 5.000 rpm e torque máximo de 91,8 mkgf disponíveis a apenas 1.800 rpm, o Phantom da oitava geração pôde ser admirado por muitos recentemente. Foi a grande estrela do estande da Rolls-Royce no Salão do Automóvel de São Paulo de 2018 (ao lado do SUV Cullinan). É verdade que o design nem é tão diferente assim de seu antecessor! A grade frontal foi redesenhada e ficou mais alta e larga. Os faróis também são novos e trazem a tecnologia de luz a laser. Na traseira, a vigia surge em uma posição menos inclinada, enquanto as novas lanternas receberam uma iluminação inspirada em jóias. Duas telas de TFT de 12,3 polegadas substituem o quadro de instrumentos convencional. A Rolls-Royce ainda oferece uma ampla gama de opcionais, incluindo uma iluminação repleta de leds simulando um céu estrelado, um kit de taças de uísque e um decantador. De acordo com a marca, o Phantom tem mais de 130 quilos de materiais de isolamento acústico e vidros duplos com 6 milímetros de espessura por toda a cabine.

Gostou da história desse modelo lendário e todos os seus modelos? Já teve a oportunidade de ver ou até mesmo dirigir alguma dessas lendas?